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HISTÓRICO DO JIU JITSU Oriundo dos Mosteiros Hindus onde foi concebido como forma de defesa alternativa que defendesse, neutraliza-se anulasse e subjugasse sem causar danos físicos aos adversários preceitos estes que não viriam violentar os rígidos dogmas religiosos dos monges, o Jiu-Jitsu desde os seus primórdios teve sempre como filosofia básica à autodefesa, mesmo que quando essa autodefesa implicasse na necessidade de contra ataque ao adversário, sempre como resposta, nunca como iniciativa. Baseado num jogo inteligente de força e contra força, equilíbrio e desequilíbrio em lançamentos movimentos divergentes, além de ser uma arte marcial, o Jiu-Jitsu poderia ser classificado como uma ciência exata dos movimentos coordenados. O Jiu-Jitsu teve início na Índia, mas encontrou sua verdadeira pátria no Japão, tornando-se lá o esporte nacional, onde deu origem as mais diversas modalidades de luta, posto que, de suas diversas escolas surgiram o Judô, Karatê, Aikidô e dezenas de outras artes marciais. No Brasil o Jiu-jitsu trazido por Mitsuo Maeda o Conde Koma, teve inúmeros discípulos entre eles os irmos Gracie, Hélio por ser o mais franzino logo se destacou, contribuindo em muito na divulgação e aprimoramento desse esporte. O Jiu-Jitsu hoje é o esporte individual que mais cresce no país: cerca de 350.000 praticantes; 1.500 centros de ensino somente nas grandes capitais. A média de participantes do Campeonato Estadual tem sido de 3.000 atletas que se apresentam para um público rotativo de mais de 35.000 pessoas. O JIU-JITSU DESPORTIVO: O Jiu-Jitsu desportivo, é a parte competitiva, em que os atletas exibem suas habilidades técnicas, físicas e psicológicas com o objetivo de alcançar a vitória sobre seus adversários. Os golpes válidos são aqueles que procuram projetar seus adversários ao solo neutralizando, imobilizando, estrangulando ou torcendo as articulações. Devem ser aplicados sempre de forma técnica, sem que para isso utilize golpes não válidos tais como morder, enfiar os dedos nos olhos, atingir os órgãos genitais ou ainda lançar mãos de artifícios considerados desleais para vencer. GOLPES E PONTUAÇÃO: As competições são dirigidas por um árbitro central, que observando os golpes, indica a pontuação da seguinte forma: Os golpes de projeção ou desequilíbrio, que levem o adversário ao solo, seja de costas, de lado, de frente ou sentado valem 2 pontos; A passagem de guarda vale 3 pontos. É conseguida quando o atleta que estiver pôr cima domina as pernas do adversário e conquista a posição lateral no sentido transversal ou longitudinal ao tronco de seu adversário, estando este com as costas no chão ou ainda de lado, desde que completamente dominado. Pegada pelas costas vale 4 pontos. Quando o atleta consegue segurar o adversário pelas costas com os calcanhares apoiados na virilha, ou ainda fazendo gancho na parte interna das coxas e com os braços envolvidos no pescoço, no tronco ou dominando os braços do adversário. A raspagem vale 2 pontos. Quando o lutador que estiver por baixo, com o adversário dentro ou fora da guarda (no meio das duas pernas) ou ainda meia guarda (com uma perna no meio das outras do adversário de cima) e conseguir inverter esta posição. DECISÃO DAS LUTAS: Não haverá empate, as lutas sempre deverão ser decididas por: Desistência; Desclassificação; Perda dos sentidos; Pontos; Vantagens; Combatividade (decisão do árbitro). |